Guia de viagem: Itália – Roma

Oi meus amigos... Quanto tempo, hein? Vocês sabem que meu compromisso diário está lá no Instagram :) , aqui a gente vem quando é possível e quando tem algo interessante para falar, mas enfim, voltei e não ia chegar assim na sua casa de mãos abanando, chego cheia de novidades, a começar por uma sequência de postagens sobre a Eurotrip que acabei de fazer (out – nov, 2016). Aqui o objetivo, como vocês já sabem, é compartilhar experiências e ajudar quem pretende fazer o mesmo roteiro que o nosso, não sou nenhuma especialista no assunto, apenas uma pessoa comum que gosta de viajar, corre de agências de turismo, faz tudo por conta própria, buscando sempre opções boas com preço justo.
Acabei de chegar de uma Eurotrip lindaaaaaaaa, cheia de surpresas e deliciosamente especial. Em viagem, sem contar deslocamentos, foram exatos 23 dias, passamos pela Itália (Roma e Veneza), Suíça (Zurique, Lucerna, Interlaken, Berna e Genebra), França (Paris), Bélgica (Bruges) e Holanda (Amsterdam), ufa! Mas calma, vou dividir as postagens por cidades, assim consigo desenvolver melhor, sem muita confusão.
Vamos começar? Vem comigo que hoje eu vou falar tudo sobre Roma.



Transporte

Ah, Roma... sua linda! Chegamos em Roma dia 28 de outubro de 2016, aproximadamente 9:00hs da manhã (local), a primeira coisa que fizemos foi comprar o Roma Pass de 72hs, mesmo nossa estadia em Roma ter sido superior a esse tempo, depois de vários cálculos decidimos que seria mais econômico pegar 3 dias e pagar as passagens avulsas nos outros dias. O Roma Pass além de te dar acesso a todos os transportes públicos da cidade, em um número ilimitado de vezes, ele dá acesso em 2 museus, entre as opções, que aceitam o Roma Pass, escolhemos o Coliseu / Fórum Romano / Palatino e castelo Sant’angelo. O Roma Pass é ativado a partir do primeiro dia de uso e as horas são corridas, é importante lembrar que é obrigatório a identificação do cartão com o preenchimento dos campos no verso do mesmo (nome e data do início da utilização), se a fiscalização te parar e esses dados não estiverem preenchidos você é multado do mesmo jeito (a multa é bem salgada, não vale o risco, e vamos dar bom exemplo!).
No aeroporto, pegamos um ônibus até a estação Termini (5 euros / pessoa) e de lá fomos andando até a nossa hospedagem que era bem próxima.

Hospedagem

Vamos falar da hospedagem, acredito que em qualquer viagem é o item de maior indecisão, em Roma você tem inúmeras opções de hospedagem, sobretudo se você não for muito exigente. Nós não somos tão exigentes, mas temos os nossos critérios, que são: localização (perto do metrô, ponto de ônibus, ponto de taxi...), limpeza (minha renite agradece!), conforto (boa cama e banheiro privativo) e café-da-manhã legal. Acertamos em cheio na nossa escolha, pois hospedar perto da estação termini é maravilhoso, lá temos trem, metrô, ônibus e taxi tudo em um só lugar, logo, transporte não foi um problema, inclusive no dia do terremoto (sim! Estávamos lá e sentimos cada tremor...) o metrô não funcionou, não teve problema, pois a central dos ônibus era logo ao lado, lindo! Nos hospedamos no Suite Deal (Via Volturno 7, Estação Termini, 00185 Roma, Itália), que não é um hotel propriamente dito, são várias suítes em um andar de um prédio, possui o serviço básico de hotel (recepção, camareira...), nos sentimos seguros e tivemos um excelente atendimento, basta buscar no Booking que você encontra todas as informações e avaliações, os quartos correspondem exatamente a descrição feita no anúncio.

Onde comer

Vamos falar de valores? Pois é isso que busco nos blogs, para conseguir fazer um planejamento legal sem maiores surpresas. Bom, se tratando de alimentação o céu é o limite dos gastos, então se você viaja com o orçamento limitado, planejar é preciso! Nós definimos uma média de gasto diário com alimentação de 70,00 Euros por casal (35,00 Euros por pessoa), esse valor funcionou MUITO BEM em toda a viagem, alguns dias gastávamos mais, em outros menos, assim íamos controlando. Chegamos a esse valor depois de muitas pesquisas, mas é preciso lembrar que em praticamente todos os hotéis que ficamos o café da manhã estava incluso na diária, do contrário esse valor deveria ser um pouco maior.
Feita as devidas colocações, nossa experiência gastronômica em viagens tem funcionado da seguinte maneira, em cada cidade escolhemos um lugar bem legal para jantar em um dia, sempre que possível damos preferência a um restaurante da culinária local, aí nos permitimos gastar mais um pouco, e nos outros dias usamos o critério BBB (Bom, Bonito e Barato) consultando o Tripadvisor sempre que possível, mas sem escravidão, seguimos nosso feeling muitas vezes também, assim conseguimos desfrutar de uma boa culinária, conhecemos um pouco da gastronomia local e não gastamos muito, fazemos isso porque viajamos com tudo planejado, não gostamos de sair do orçamento e tem funcionado bem conosco.
Outro critério que usamos é, se o almoço for em um restaurante conforme manda o figurino (entrada, prato principal, sobremesa e bebida), a noite optamos por um lanche, vice-versa.
Vou listar aqui os lugares que conhecemos e gostamos.
 
- Barberini Express: Bom, chegamos no hotel, descansamos um pouco e já fomos para a Fontana de Trevi, uns 15 minutos andando, mas no meio do caminho achamos essa pizzaria interessante e paramos para almoçar (em viagem eu acabo relaxando um pouco e descuidando da alimentação), não achei o endereço exato no Tripadvisor, uma pena, não é um lugar para você se deslocar pela cidade inteira até lá, mas, sim, para ir se você estiver por perto, a pizza é no metro, isso mesmo, você mostra o tamanho da fatia e eles cortam e pesam na hora, o preço é bem justo e a pizza é uma DELÍCIA, a melhor que comemos na Itália, tanto foi que voltamos lá todos os dias...



- Il Vero Alfredo: Esse vale qualquer descolamento para chegar até lá! Alfredo di Lelio foi o criador do Fettuccine all’Alfredo, se é a sua primeira vez no restaurante, não pense em pedir um prato que não seja esse, o restaurante continua na mão da mesma família e seguindo a sua tradição. Cuidado! Existem vários restaurantes com esse nome em Roma, busque pelo “il vero” (Na Piazza Augusto Imperatore). O preço é justo ($$ - $$$) e a experiência é maravilhosa (ambiente, atendimento, sabor...).



- Gelateria: TODAS! Sim, todas são maravilhosas, vou ousar em indicar uma, que foi a minha preferida (como se isso fosse possível...), porque com certeza você vai na Piazza Navona, uma vez lá, não custa conhecer a “Gelateria Tre Fontane”, mas repito, pode ficar livre em escolher a que você quiser, são todas maravilhosas. Todos os dias eu ia em pelo menos duas, todas incríveis. Ah! Só não deixe de provar o sabor pistache... hum...



- 200Gradi: Você vai ao Vaticano? Se sim, almoce o melhor panino da sua vida nesse lugar, sem exagero, gastando um pouco mais de 5 Euros, diga se essa não é uma dica de ouro? Essa é uma Paninoteca pequena do tipo “pagou, levou”, você até pode pagar 1 Euro para sentar em uma das poucas mesas, mas sinceramente? Não vale a pena, a fila de espera é enorme e o lugar bem apertado, então, em posse do seu panino, sugiro se dirigir até uma pequena praça, que fica logo de frente e fazer seu “picnic” sem grande esforço, para nós a experiência foi ótima, ficamos com vontade de voltar e repetir. Para não errar, segue o link do site [Clique aqui]



O que conhecer

Em Roma, tudo tem história, tudo é impressionante e encantador, isso até cansa quando se começa a pesquisar sobre o que fazer na cidade, então o ideal é listar o que você não pode deixar de conhecer, compatível com o seu tempo de estadia, vou listar alguns lugares que visitamos e que são imperdíveis, pesquise sobre cada lugar para valer a visita, do contrário, diante de tantas obras espalhadas pela cidade, você vai acabar achando cada lugar como “mais um” e não é bem assim, não mesmo... Segue a lista de alguns lugares bem especiais carregados de história e grandes obras:

Fontana de Trevi






Piazza Spagna


Piazza Navona




Cidade do Vaticano (Basílica São Pedro – Cúpula e Museu do Vaticano)











Dica para o museu do Vaticano: Comprar o ticket pela internet, você vai escapar de uma fila gigante. Fizemos isso e agradecemos, a fila dobrava o quarteirão...


Castelo Sant’angelo










Pantheon


Piazza Del Popolo;













Piazza Venezia




Coliseu / Fórum Romano / Palatino













Trastevere


Uma pausa para dizer que esse é o bairro mais charmoso de Roma (e isso não são minhas palavras, ele é considerado isso mesmo, concordo 100%), deixamos para ir no último dia e ficamos arrependidos, pois queríamos ter ido mais de uma vez, encantador. Uma dica é ir no final da tarde e já ficar para curtir a noite por lá... além das choperias, lá você encontra excelentes restaurantes para um jantar legal. Trastevere me lembrou muito o bairro Alto de Lisboa, só que muito mais charmoso...



Um pouco do clima delicioso de lá...



Bom, acho que era isso que eu gostaria de dividir com vocês, qualquer dúvida basta deixar um comentário, vai ser um prazer ajudar.


Beijos e até o próximo (Veneza)!

5 comentários

  1. HISTORY OF ALFREDO DI LELIO CREATOR IN 1908 OF “FETTUCCINE ALL’ALFREDO” (“FETTUCCINE ALFREDO”), NOW SERVED BY HIS NEPHEW INES DI LELIO, AT THE RESTAURANT “IL VERO ALFREDO” – “ALFREDO DI ROMA” IN ROME, PIAZZA AUGUSTO IMPERATORE 30

    With reference to your article I have the pleasure to tell you the history of my grandfather Alfredo Di Lelio, who is the creator of “Fettuccine all’Alfredo” (“Fettuccine Alfredo”) in 1908 in the “trattoria” run by his mother Angelina in Rome, Piazza Rosa (Piazza disappeared in 1910 following the construction of the Galleria Colonna / Sordi). This “trattoria” of Piazza Rosa has become the “birthplace of fettuccine all’Alfredo”.
    More specifically, as is well known to many people who love the “fettuccine all’Alfredo", this famous dish in the world was invented by Alfredo Di Lelio concerned about the lack of appetite of his wife Ines, who was pregnant with my father Armando (born February 26, 1908).
    Alfredo di Lelio opened his restaurant “Alfredo” in 1914 in Rome and in 1943, during the war, he sold the restaurant to others outside his family.
    In 1950 Alfredo Di Lelio decided to reopen with his son Armando his restaurant in Piazza Augusto Imperatore n.30 "Il Vero Alfredo" (“Alfredo di Roma”), whose fame in the world has been strengthened by his nephew Alfredo and that now managed by me, with the famous “gold cutlery” (fork and spoon gold) donated in 1927 by two well-known American actors Mary Pickford and Douglas Fairbanks (in gratitude for the hospitality).
    See also the website of “Il Vero Alfredo” .
    I must clarify that other restaurants "Alfredo" in Rome do not belong and are out of my brand "Il Vero Alfredo – Alfredo di Roma".
    I inform you that the restaurant “Il Vero Alfredo –Alfredo di Roma” is in the registry of “Historic Shops of Excellence” of the City of Rome Capitale.
    Best regards Ines Di Lelio

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Hi, Ines, how are you? Thank you very much for your comment, it is an honor for me. We love getting to know your restaurant, especially the delicious fettuccine all'Alfredo, perfect, super tasty. But we were very happy also for the kind service we received, we are Brazilian and as soon as they realized they started to play Brazilian music, this was very special! We also love to see the photos of some well-loved Brazilians on the wall, among them, that of Chico Buarque, very special. Thanks for leaving your comment here, I was very happy, I hope to return there soon!

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  2. STORIA DI ALFREDO DI LELIO, CREATORE DELLE “FETTUCCINE ALL’ALFREDO” (“FETTUCCINE ALFREDO”), E DELLA SUA TRADIZIONE FAMILIARE PRESSO IL RISTORANTE “IL VERO ALFREDO” (“ALFREDO DI ROMA”) IN PIAZZA AUGUSTO IMPERATORE A ROMA

    Con riferimento al Vostro articolo ho il piacere di raccontarVi la storia di mio nonno Alfredo Di Lelio, inventore delle note "fettuccine all'Alfredo" (“Fettuccine Alfredo”).
    Alfredo Di Lelio, nato nel settembre del 1883 a Roma in Vicolo di Santa Maria in Trastevere, cominciò a lavorare fin da ragazzo nella piccola trattoria aperta da sua madre Angelina in Piazza Rosa, un piccolo slargo (scomparso intorno al 1910) che esisteva prima della costruzione della Galleria Colonna (ora Galleria Sordi).
    Il 1908 fu un anno indimenticabile per Alfredo Di Lelio: nacque, infatti, suo figlio Armando e videro contemporaneamente la luce in tale trattoria di Piazza Rosa le sue “fettuccine”, divenute poi famose in tutto il mondo. Questa trattoria è “the birthplace of fettuccine all’Alfredo”.
    Alfredo Di Lelio inventò le sue “fettuccine” per dare un ricostituente naturale, a base di burro e parmigiano, a sua moglie (e mia nonna) Ines, prostrata in seguito al parto del suo primogenito (mio padre Armando). Il piatto delle “fettuccine” fu un successo familiare prima ancora di diventare il piatto che rese noto e popolare Alfredo Di Lelio, personaggio con “i baffi all’Umberto” ed i calli alle mani a forza di mischiare le sue “fettuccine” davanti ai clienti sempre più numerosi.
    Nel 1914, a seguito della chiusura di detta trattoria per la scomparsa di Piazza Rosa dovuta alla costruzione della Galleria Colonna, Alfredo Di Lelio decise di trasferirsi in un locale in una via del centro di Roma, ove aprì il suo primo ristorante che gestì fino al 1943, per poi cedere l’attività a terzi estranei alla sua famiglia.
    Ma l’assenza dalla scena gastronomica di Alfredo Di Lelio fu del tutto transitoria. Infatti nel 1950 riprese il controllo della sua tradizione familiare ed aprì, insieme al figlio Armando, il ristorante “Il Vero Alfredo” (noto all’estero anche come “Alfredo di Roma”) in Piazza Augusto Imperatore n.30 (cfr. il sito web di Il Vero Alfredo).
    Con l’avvio del nuovo ristorante Alfredo Di Lelio ottenne un forte successo di pubblico e di clienti negli anni della “dolce vita”. Successo, che, tuttora, richiama nel ristorante un flusso continuo di turisti da ogni parte del mondo per assaggiare le famose “fettuccine all’Alfredo” al doppio burro da me servite, con l’impegno di continuare nel tempo la tradizione familiare dei miei cari maestri, nonno Alfredo, mio padre Armando e mio fratello Alfredo. In particolare le fettuccine sono servite ai clienti con 2 “posate d’oro”: una forchetta ed un cucchiaio d’oro regalati nel 1927 ad Alfredo dai due noti attori americani M. Pickford e D. Fairbanks (in segno di gratitudine per l’ospitalità).
    Desidero precisare che altri ristoranti “Alfredo” a Roma non appartengono e sono fuori dal mio brand di famiglia.
    Vi informo che il Ristorante “Il Vero Alfredo” è presente nell’Albo dei “Negozi Storici di Eccellenza – sezione Attività Storiche di Eccellenza” del Comune di Roma Capitale.
    Grata per la Vostra attenzione ed ospitalità nel Vostro interessante blog, cordiali saluti
    Ines Di Lelio

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    1. hi Ines, va bene? Grazie per il tuo commento, è un onore per me. Ci piace sapere che il ristorante di voi, soprattutto la deliziosa fettuccine All'Alfredo, perfetto, molto gustosa. ma siamo stati molto contenti anche le cure amorevoli che riceviamo, ci sono brasiliani e così resi conto iniziato a giocare la musica brasiliana, era molto speciale! Inoltre ci piace vedere le foto di alcuni buoni brasiliani nel muro tra di loro, Chico Buarque, molto speciali. Grazie per lasciare il tuo commento qui, sono stato molto felice, spero di tornarci presto!

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